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Ópera de Arame, o cartão-postal que nasceu de uma pedreira

A estrutura tubular cercada de verde e água se tornou um dos símbolos visuais mais fortes de Curitiba.

Por Rafael Munhoz1 min de leitura
Modern glass building with trees against sky
Foto: Jeong yunji / Unsplash

Entre os símbolos visuais de Curitiba, poucos são tão imediatos quanto a Ópera de Arame. A estrutura leve, cercada de verde e água, virou imagem recorrente quando se quer representar a cidade.

De pedreira a espaço cultural

A história do espaço é, em si, uma lição de urbanismo. A área onde hoje fica a Ópera de Arame já foi usada para extração de pedra. Em vez de abandonar o local degradado, a cidade optou por transformá-lo.

O resultado foi um espaço cultural que aproveitou a paisagem deixada pela antiga atividade. O que era uma cicatriz urbana virou um cenário. Esse tipo de reaproveitamento é parte do que deu a Curitiba a fama de cidade criativa em suas soluções.

A arquitetura como atração

A construção em estrutura tubular, com cobertura transparente, criou um ambiente que dialoga com o entorno. De dentro, o visitante vê o verde e a água. De fora, a estrutura parece pousada com leveza sobre a paisagem.

Essa relação entre construção e natureza é o que torna o espaço fotogênico. Não é apenas um local de eventos, é também um ponto de visita por si só.

Manter o símbolo de pé

Como todo patrimônio, a Ópera de Arame exige cuidado. Estruturas leves e áreas verdes pedem manutenção constante para continuar à altura da imagem que projetam.

Para Curitiba, preservar esse espaço é preservar parte da própria identidade visual. A Ópera de Arame mostra que uma cidade pode reescrever o destino de um lugar, e que uma boa ideia urbana pode durar décadas.

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